terça-feira, 30 de setembro de 2008

Do economês pra linguagem de gente - A crise dos bancos dos USA.


-------- Mensagem original --------

Assunto:

Fw: Fw: A crise americana em "brasileiro" !

Data:

Tue, 30 Sep 2008 10:31:32 -0300

De:

leo

Para:

<"Undisclosed-Recipient:;"@mx.bol.com.br>

Para quem ainda não entendeu a crise financeira, o sobe e desce da bolsa, dólar, índices e etc, esta foi a melhor explicação que encontrei, em linguagem para não economistas, ou até para economistas bêbados.



É assim:


O seu Biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça 'na caderneta' aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados.

Então, ele pode aumentar um pouco o preço da dose (a diferença é o sobrepreço que os gambás pagam pelo crédito).

O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em curso de emibiêi, com todas as letras, decide que as cadernetas das dívidas constituem um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento, tendo o pindura como garantia.

Uns 6 executivos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.

Esses adicionais alavancam o mercado de capitais e levam a operações na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Biu).

E são negociados como se fossem títulos sérios nos mercados de 73 países.

Até que alguém descobre que os bêbados da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu Biu vai à falência levando o olho grande dos banqueiros com ele.!


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